SAÚDE PÚBLICA

Mato Grosso já registrou mais de 2 mil casos de hanseníase em 2025

Estado tem cinco cidades com mais de cem notificações da doença entre janeiro e maio deste ano.


Por *Safira Campos | PNB Online

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Imagem ilustrativa. (Foto: SMS de Mesquita/RJ)

Mato Grosso notificou 2.046 casos de hanseníase entre janeiro e maio de 2025, segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde. O estado segue entre os que mais registram ocorrências da doença no país. Só em janeiro, foram 490 notificações, seguidas de 533 em fevereiro, 431 em março, 443 em abril e 149 em maio.

 

Cuiabá é o município com maior número de casos no ano, com 270 notificações. Em seguida estão Sinop (179), Confresa (154), Colniza (142), Várzea Grande (125) e Juína (115). A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos.

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“Infelizmente Mato Grosso tem esta marca negativa e, de forma geral, o Brasil é responsável por cerca de 90% dos casos novos diagnosticados nas Américas, sendo o segundo país a diagnosticar mais casos no mundo”, afirma o médico Anderson Andreu Cunha, da Unimed Cuiabá. “Mas costumo dizer que a melhor forma de prevenir é com informação e diagnóstico precoce.”

 

O atendimento deve ser feito com profissionais capacitados. “É preciso buscar, tanto na saúde suplementar bem como no sistema público, atendimento com dermatologista, hansenólogo ou médico de família e comunidade. Normalmente são estas especialidades que mais sabem identificar e tratar esta patologia”, diz.

 

Para Cunha, diversos fatores explicam a persistência da doença no estado e no país. “Desigualdade social, baixa escolaridade, áreas rurais e isoladas, floresta amazônica, que é uma região propícia para proliferação do bacilo, clima tropical, subnotificações, estigma e preconceito, falta de conhecimento, baixa cobertura vacinal (BCG, principalmente) e falta de profissionais habilitados, são alguns dos fatores que nos levam a ocupar este lugar no ranking da hanseníase”.

 

Apesar dos números elevados, o tratamento é gratuito e está disponível na rede pública. “Geralmente, estamos falando de algo que pode durar de 6 meses a 24 meses e que tem tratamento gratuito pelo SUS. A dica que deixo é: ao menor sinal de mancha na pele, com alteração da sensibilidade no local, procure um especialista. É preciso que haja informação, só assim venceremos o preconceito e poderemos reduzir os números tão alarmantes desta doença em nosso país”.

*Fonte: Safira Campos | PNB Online


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